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Linha do Corgo - resumo histórico
A linha foi construída a expensas do Estado (Caminhos de Ferro do Estado - Direcção do Minho e Douro, CFE-MD), mas problemas vários antecederam o início dos trabalhos.
A independência do transmontano é expressa na concessão dada a Maximiliano Sherck, em Dezembro de 1873 entre Vila Real e Viseu, assim como em 1897 nova concessão foi dada a Alberto da Cunha Leão e Júlio Pereira Cabral, mas sem resultados.
Só no plano de 1900, classificadas as linhas a Norte do Mondego, se designou esta (Corgo) como complementar da Linha do Douro, embora não considerasse o trajecto para além de Vidago. Sabia-se agora que os concessionários ou o Estado teriam de fazer a construção.
Após infrutíferas aberturas de concursos, o Governo, ao abrigo da base 4ª da Lei de 14/07/1899, decidiu fazê-la por sua conta, como ficou establecido no decreto de 17/02/1903.
Em 25 de Maio de 1905 foi inaugurado o troço entre Régua e Vila Real para em 15 de Julho de 1907 o comboio atingir Pedras Salgadas.
Em 20 de Março de 1910 chegou-se a Vidago, havendo depois um "compasso de espera" quer pela indecisão quanto à margem do Tâmega a utilizar quer pelo período da primeira guerra mundial.
Em 20 de Junho de 1919 chega ao Tâmega e finalmente em 21 de Agosto do 1921 o comboio chega a Chaves.
Em 1927, a CP toma de arendamento as linhas do CFE, que sub-arrenda esta à Companhia Nacional de Caminhos de ferro (CN).
No ano de 1947, esta linha passa a fazer parte da rede ferroviária nacional, explorada apenas pela CP.

Em 01-01-1990 o troço entre Vila Real e Chaves é encerrado.